Este site utiliza cookies Política de Privacidade Clique para aceitar os termos de uso.
Accept
Portal Noticiário Brasil
  • Principal
Reading: Câmara recebe substitutivo que redefine crime de misoginia e pode ser votado em junho
Compartilhar
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Aa
Search
  • Principal
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Câmara

Câmara recebe substitutivo que redefine crime de misoginia e pode ser votado em junho

Redação
Compartilhar
Câmara recebe substitutivo que redefine crime de misoginia e pode ser votado em junho
Câmara recebe substitutivo que redefine crime de misoginia e pode ser votado em junho
Compartilhar

Deputada apresenta nova redação do projeto que equipara misoginia ao racismo e prevê medidas contra violência digital.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou nesta quarta-feira (10/06/2026 – 18:49) um NOVO substitutivo ao Projeto de Lei 896/23, já aprovado no Senado, que trata da criminalização da misoginia. A proposta, que altera a definição do crime prevista no texto original, poderá ser votada pelo Plenário da Câmara ainda neste mês.

Definição e penas

O texto original equiparava a misoginia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A relatora optou por alterar principalmente a definição do termo. Conforme a deputada, a proposta substitui as expressões “ódio” e “aversão” por “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher” para preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal.

A proposta mantém a previsão de pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa para crimes praticados em razão de misoginia e inclui, entre os agravantes, a prática do crime contra criança, adolescente e pessoa idosa ou com deficiência.

Machosfera e violência digital

A relatora identificou crescimento de comunidades e redes na internet associadas à chamada machosfera, que difundem narrativas de hostilidade ao feminino e promovem processos de radicalização, especialmente entre jovens. Participantes de espaços conhecidos como red pill frequentemente incentivam a objetificação e a desumanização das mulheres e ampliam o alcance de discursos misóginos, com potencial de monetização e engajamento digital.

O NOVO substitutivo prevê, entre outras medidas, a suspensão temporária de conta ou perfil que veiculem conteúdo ilícito relacionado à misoginia.

“Precisamos aprovar esse texto ainda neste mês. Enquanto a legislação não for atualizada, criminosos continuarão se sentindo à vontade para defender que mulheres sejam assassinadas, humilhadas e estupradas. É isso que queremos combater”, afirmou Tabata Amaral.

Segundo a deputada, audiências do grupo de trabalho mostraram que o feminicídio é muitas vezes uma “morte anunciada” precedida por violência verbal e simbólica.

Próximos passos

O texto ainda poderá passar por novos ajustes até 16 de junho, quando será votado no grupo de trabalho e, depois, levado ao Colégio de Líderes e ao Plenário, possivelmente na mesma semana, de acordo com a deputada. Ela convidou integrantes do grupo a apresentarem sugestões para ajustar o texto e buscar consenso.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) manifestou otimismo quanto à rápida aprovação dos textos no Congresso e destacou dados sobre violência contra a mulher: “Há muitas diferenças entre as deputadas da bancada feminina, mas a violência contra a mulher é uma preocupação que nos une. Nos últimos cinco anos, 367 meninas menores de 18 anos foram vítimas de feminicídio. Isso é chocante em um país que registra quase 1.500 mulheres assassinadas por serem mulheres a cada ano.”

Propostas complementares

Tabata Amaral também apontou propostas complementares ao projeto principal. Duas já estão formalizadas e tratam do enfrentamento à violência digital contra as mulheres. Outra iniciativa é um anteprojeto sobre investigação e atendimento das vítimas de ato de misoginia, com medidas de prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher.

O grupo de trabalho apresentou ainda uma indicação ao Ministério das Mulheres para regulamentação de medidas de prevenção e enfrentamento à violência digital, além de ações preventivas em articulação com órgãos federais.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

Assuntos nesse artigo:
#misoginia, #tabataamaral, #pl89623, #substitutivo, #machosfera, #redpill, #feminicidio, #violenciadigital, #violenciacontramulher, #violenciadomestica, #camaradosdeputados, #grupodetrabalho, #colegiodelideres, #taliriapetrone, #psbsp, #psolrj, #ministeriadasmulheres

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Copy Link Print

Leia mais

Conselho de Comunicação Social realiza audiência pública sobre regulação das redes sociais no Senado Federal
Câmara

Conselho de Comunicação Social realiza audiência pública sobre regulação das redes sociais no Senado Federal

11 de setembro de 2026
CCJ aprova inclusão no ECA que autoriza o Ministério Público a pedir pensão alimentícia
Câmara

CCJ aprova inclusão no ECA que autoriza o Ministério Público a pedir pensão alimentícia

11 de setembro de 2026
Presidência sanciona lei que altera o Imposto de Importação e reduz tributos em compras internacionais de até US$ 50
Câmara

Presidência sanciona lei que altera o Imposto de Importação e reduz tributos em compras internacionais de até US$ 50

11 de setembro de 2026
Projeto de lei prevê exibição obrigatória de campanhas sobre vacinação contra o HPV em salas de cinema em todo o país
Câmara

Projeto de lei prevê exibição obrigatória de campanhas sobre vacinação contra o HPV em salas de cinema em todo o país

11 de setembro de 2026
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?