Este site utiliza cookies Política de Privacidade Clique para aceitar os termos de uso.
Accept
Portal Noticiário Brasil
  • Principal
Reading: Câmara encerra audiências públicas sobre projeto que equipara misoginia ao racismo e prevê penas para discurso de ódio
Compartilhar
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Aa
Search
  • Principal
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Câmara

Câmara encerra audiências públicas sobre projeto que equipara misoginia ao racismo e prevê penas para discurso de ódio

Redação
Compartilhar
Câmara encerra audiências públicas sobre projeto que equipara misoginia ao racismo e prevê penas para discurso de ódio
Câmara encerra audiências públicas sobre projeto que equipara misoginia ao racismo e prevê penas para discurso de ódio
Compartilhar

Câmara conclui fase de audiências do grupo que analisa o Projeto de Lei 896/23, que trata da equiparação da misoginia ao crime de racismo e prevê alternativas penais.

A Câmara dos Deputados encerrou nesta quarta-feira (3) a fase de audiências públicas do grupo de trabalho que analisa o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo. A conclusão das sessões ocorreu em 03/06/2026 – 17:50. O texto prevê penas de 2 a 5 anos de reclusão para atos ligados a discursos de ódio e discriminação fundamentada na crença de supremacia masculina. Segundo a coordenadora do colegiado, Tabata Amaral (PSB-SP), o grupo ainda poderá receber sugestões técnicas; o relatório será apresentado na próxima quarta-feira (10), às 14 horas.

Fase de contribuições e cronograma

Conforme a coordenadora, as audiências públicas foram encerradas e agora inicia-se a etapa de recebimento de contribuições textuais para a redação final do relatório. A apresentação do relatório está marcada para a próxima quarta-feira (10), às 14 horas. Se o texto for aprovado pela Câmara sem alterações, poderá seguir diretamente para sanção presidencial.

Debates técnicos e participação internacional

A última audiência reuniu juristas, pesquisadores e representantes de embaixadas para avaliar a eficiência jurídica da proposta e verificar sua compatibilidade com princípios constitucionais, como a liberdade de expressão e a dignidade humana. Representantes estrangeiros relataram experiências adotadas em seus países para enfrentar crimes motivados por gênero.

Simon Fairweather explicou que o Reino Unido incluiu o gênero na lista de motivações dos crimes de ódio e que, quando há hostilidade baseada no gênero, a pena PODE ser agravada. Ele também citou medidas voltadas ao ambiente digital, incluindo proibições de aplicativos que geram imagens íntimas sem autorização.

A representante da embaixada da França, Cynthia Ohayon, afirmou que o direito francês evita o termo misoginia por considerá-lo amplo e subjetivo, preferindo termos como “sexismo” ou “violência sexista e sexual”. Ela detalhou punições ao assédio de rua e a ataques virtuais coordenados e alertou que a subnotificação e o arquivamento de casos continuam sendo desafios.

Posições de juristas e associações

Maira Recchia, presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB-SP, defendeu a necessidade de uma legislação específica para frear o aumento da violência de gênero, em especial a impulsionada por grupos organizados na internet. Ela sugeriu que o projeto inclua o termo “preconceito de gênero” ao lado de misoginia para alinhamento com decisões do Supremo Tribunal Federal. Segundo a advogada, “a nossa liberdade de expressão encontra limite quando ela violenta o outro”.

A constitucionalista Alice Bianchini, presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas, afirmou que a proposta atende a critérios técnicos para integrar o sistema penal e refutou críticas sobre vaguidade do conceito, argumentando que a lógica segue normas que punem o racismo e a homotransfobia. Ela declarou que “o discurso de ódio não está acobertado pela liberdade de expressão”.

Conteúdo do projeto e tramitação

A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), já foi aprovada pelo Senado. O texto também prevê a elevação de penas previstas no Código Penal para crimes como injúria, difamação e calúnia cometidos contra mulheres em contexto de violência doméstica. Caso a Câmara aprove a versão sem alterações, o projeto poderá ser enviado diretamente para sanção presidencial.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Assuntos nesse artigo:
#misoginia, #projetolei89623, #camaradosdeputados, #grupodetrabalho, #audienciaspublicas, #tabataamaral, #relatorio, #penas, #discursodeodio, #racismo, #juristas, #embaixadas, #reinounido, #franca, #alicebianchini, #mairarecchia, #oabsp, #STF, #violenciadegenero, #violenciadomestica

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Copy Link Print

Leia mais

Comissão debate implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos
Câmara

Comissão debate implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

29 de outubro de 2026
Comissão aprova medidas para fortalecer combate ao câncer de próstata
Câmara

Comissão aprova medidas para fortalecer combate ao câncer de próstata

29 de outubro de 2026
Comissão aprova proposta que tipifica lesbocídio no Código Penal
Câmara

Comissão aprova proposta que tipifica lesbocídio no Código Penal

29 de outubro de 2026
Comissão aprova regras para garantir continuidade dos estudos de vítimas de violência nas escolas
Câmara

Comissão aprova regras para garantir continuidade dos estudos de vítimas de violência nas escolas

29 de outubro de 2026
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?