
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, assistência social e Cidadania (Semasc), realiza ações integradas permanentes de abordagem social para atender pessoas em situação de rua no centro histórico da capital. A iniciativa faz parte das ações do município voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de assistência social, com foco no acolhimento humanizado, no respeito aos direitos humanos e na criação de oportunidades para a reconstrução de vidas em situação de vulnerabilidade.
A chefe de Média Complexidade da Semasc, Márcia Helena Braga, destacou que o atendimento respeita a decisão individual de cada pessoa. “Não trabalhamos de forma compulsória. O usuário precisa criar vínculo e aceitar o acolhimento. Nosso objetivo é garantir cuidado, dignidade e possibilidades reais de saída das ruas”, explicou. “Após aceitar o acolhimento a equipe identifica as demandas e faz a oferta dos serviços necessários”, complementou.
REDE estruturada
Márcia ressaltou que o município dispõe de uma REDE estruturada para o atendimento dessa população. “Temos o Centro Pop, localizado na área central, onde são ofertados banho, troca de roupas, alimentação e acesso a outras políticas públicas, como saúde e educação. Para aqueles que aceitam o acolhimento institucional, há a casa de passagem. Todo esse processo é voltado para a saída das ruas, sempre com dignidade, respeito e cuidado, inclusive para quem opta por permanecer nas ruas”.
A gerente da Casa de acolhimento Padre Orlando Barbosa, Jesilva Barbosa, explicou que o equipamento atua de forma integrada com o Centro Pop, oferecendo acompanhamento técnico e atendimento individualizado.
“As instituições referenciam para o Centro Pop, e o Centro Pop referencia para a Casa de acolhimento. Quando a pessoa chega aqui, a equipe técnica faz uma avaliação para verificar se ela deseja o acolhimento, que PODE durar de 15 a 90 dias, podendo ser prorrogado conforme a necessidade”, explicou.
Resultados concretos
O resultado do trabalho já é significante. A Casa de acolhimento possibilitou a inserção de 35 pessoas no mercado de trabalho e viabilizou o retorno de 45 pessoas à escola, que aguardam matrícula na educação de jovens e adultos (EJA).
“Já temos acolhidos trabalhando com carteira assinada, que permanecem na casa até conseguirem se estruturar financeiramente e alugar um local para morar. A Casa de acolhimento foi pensada para dar visibilidade a essas pessoas e trabalhar a integralidade do atendimento, já que elas chegam com múltiplas demandas”, afirmou.
Quando necessário, os acolhidos são encaminhados para tratamento em instituições parceiras, como a Fazenda da Esperança, o Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) e as comunidades terapêuticas que trabalham com dependência química.
história de transformação
A política de assistência social da Prefeitura de Manaus também se reflete em histórias de transformação, como um ex-morador em situação de rua, de 42 anos, que encontrou no acolhimento institucional a chance de recomeçar.
“Fiquei em situação de rua por vários fatores e achei que fosse ficar assim para o resto da vida. Na rua, a gente é invisível, tem que se virar para tudo. Aqui, fui acolhido, recebi apoio para voltar a estudar, fazer cursos e me reorganizar. Hoje, tenho esperança novamente”, relatou o homem, que teve a identidade preservada.
Ele destacou que o acolhimento trouxe não apenas apoio material, mas também novas perspectivas. “Aqui a gente aprende que tudo tem recomeço. Tem regras, como em qualquer casa, mas é muito melhor do que estar na rua. Com o apoio da equipe, consegui bolsa para a universidade e estou me preparando para voltar ao mercado de trabalho”, afirmou, agradecendo à Prefeitura de Manaus pelo apoio recebido.
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Texto – Marcilene Frutuoso / Semcom
Fotos – Antonio Pereira / Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjCGuyE
