Este site utiliza cookies Política de Privacidade Clique para aceitar os termos de uso.
Accept
Portal Noticiário Brasil
  • Principal
Reading: Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal
Compartilhar
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Aa
Search
  • Principal
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Justiça

Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal

Redação
Compartilhar
Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal
Compartilhar

De: Agência Brasil

Começa nesta segunda-feira (22), em Brasília, o Acampamento Terra Livre (ATL), que neste ano chega em sua 20ª edição. A principal mobilização indígena do país deve reunir milhares de participantes, representando as centenas de etnias indígenas existentes no Brasil. A expectativa da Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib), que organiza o encontro, é que este seja o ATL mais participativo da história, superando os mais de 6 mil indígenas do ano passado.

Com o lema “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui”, a edição de 2024 terá como prioridade justamente a luta contra o marco temporal, tese segundo a qual os povos indígenas somente teriam direito à demarcação de terras que estavam ocupadas por eles na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. 

Essa tese já havia sido declarada inconstitucional em julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, mas foi inserida na legislação por meio de um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que, em seguida, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou mantido pelos congressistas em uma derrubada de veto. Agora, a expectativa é que o STF reafirme a inconstitucionalidade da medida.

O ATL vai de 22 a 26 de abril, com atividades concentradas no Eixo Cultural Ibero-americano. A extensa programação prevê debates, apresentação de relatórios, marchas à Praça dos Três Poderes e atividades políticas no Congresso Nacional, como sessão solene, audiências públicas e reuniões. Apresentações culturais e exposição de artesanato e arte indígena de todos os biomas brasileiros também estão previstos.

O evento também começa dias após o presidente Lula ter assinado a demarcação de duas novas terras indígenas. A retomada das demarcações começou no ano passado, justamente na edição anterior do ATL, quando seis decretos de demarcação foram assinados. De lá pra cá, o governo federal contabilizou 10 demarcações. A expectativa do movimento indígena, no entanto, era que o governo federal tivesse concluído ao menos 14 demarcações de áreas, fruto de processos em fase final.  

violência e saúde mental

Além do combate à lei que criou o marco temporal e a pressão por mais demarcações, o Acampamento Terra Livre deve denunciar uma nova escalada de violência contra indígenas. De acordo com a Apib, citando levantamento feito pelo Coletivo Proteja, seis lideranças indígenas foram assassinadas no país após a edição da lei que instituiu o marco temporal, entre dezembro do ano passado, quando a legislação entrou em vigor, e o início deste ano.  

“No mesmo período, também foram mapeados 13 conflitos em territórios localizados em sete estados. Um dos assassinatos foi o da pajé Nega Pataxó, povo Hã-Hã-Hãe, durante ação criminosa da polícia Militar do Estado da Bahia com o grupo ‘invasão Zero’. A liderança foi assinada na retomada do território Caramuru-Paraguaçu, município de Potiraguá”, aponta a entidade indígena.

Outro tema que será abordado no ATL é o suicídio entre indígenas. Segundo a Apib, um estudo feito por pesquisadores da escola de Medicina de Harvard (EUA) e do do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/FIOCRUZ) apontou que a população indígena lidera os índices de sucídio e autolesões no Brasil, mas tem menos hospitalizações.

“Conforme o estudo, isso revela a precariedade no atendimento médico e no suporte à saúde mental para as famílias indígenas. A pesquisa foi feita com dados entre 2011 e 2022 e publicada na revista The Lancet. Com isso, as lideranças demonstram preocupação com a saúde mental dos indígenas, principalmente aqueles que enfrentam invasões em seus territórios e lutam pelos seus direitos”, diz a Apib.

Leia também

Curso de Defesa Pessoal Feminina ultrapassa marca de 5 mil mulheres atendidas no Amazonas

Conselho das Cidades retoma atividades com apoio do Governo do Amazonas

SES-AM recebe credenciais de acesso à Rede Nacional de Dados em Saúde e avança na transformação digital do SUS

SES-AM abre processo seletivo com 36 vagas para fisioterapeutas no Hospital do Sangue

‘É essencial para as mulheres que precisam de tratamento’, diz paciente atendida no Cepcolu

Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Copy Link Print
Leave a comment

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia mais

Curso de Defesa Pessoal Feminina ultrapassa marca de 5 mil mulheres atendidas no Amazonas
Justiça

Curso de Defesa Pessoal Feminina ultrapassa marca de 5 mil mulheres atendidas no Amazonas

11 de março de 2026
Conselho das Cidades retoma atividades com apoio do Governo do Amazonas
Justiça

Conselho das Cidades retoma atividades com apoio do Governo do Amazonas

10 de março de 2026
SES-AM recebe credenciais de acesso à Rede Nacional de Dados em Saúde e avança na transformação digital do SUS
Justiça

SES-AM recebe credenciais de acesso à Rede Nacional de Dados em Saúde e avança na transformação digital do SUS

10 de março de 2026
SES-AM abre processo seletivo com 36 vagas para fisioterapeutas no Hospital do Sangue
Justiça

SES-AM abre processo seletivo com 36 vagas para fisioterapeutas no Hospital do Sangue

10 de março de 2026
Portal Noticiário BrasilPortal Noticiário Brasil
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?