Evento reuniu moda autoral, painéis e iniciativas para o fortalecimento da economia criativa amazonense.
O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e economia criativa, realizou, na noite de sábado (09/05), a segunda edição do Amazonas Futuro Criativo, que marcou a abertura oficial da Casa da economia criativa. O espaço foi instalado no Ideal Clube, no Centro de Manaus, e a programação incluiu painéis, desfiles de moda autoral e exposição de produtos de empreendedores locais.
Abertura e apresentações
A noite começou com uma apresentação do músico e compositor Celdo Braga, seguida por painéis das marcas participantes. Representantes da Sapopema Biojoias, Retalhos da Cultura e Sioduhi Studio mostraram suas trajetórias, processos criativos, resultados de 2025 e os desafios para fortalecer a moda autoral e sustentável no Amazonas.
O coordenador da Assessoria de economia criativa, Turenko Beça, destacou a revitalização do local e a criação de um espaço de uso múltiplo no Ideal Clube. Segundo ele, o objetivo é oferecer um ambiente compartilhado de trabalho (coworking) para eventos, diálogos científicos e atividades culturais.
Comercialização e circulação
Salas do evento foram ocupadas por pontos de venda de produtos autorais. O público circulou entre marcas de moda, biojoias e artesanato, acompanhando mostras que conectaram produção local e circulação comercial. Jessilda furtado, idealizadora do Amazon Poranga Fashion, afirmou que o NOVO espaço tem recebido artistas, artesãos, estilistas e demais criativos, contribuindo para a circulação da economia criativa sustentável.
Temas dos painéis e desfiles
Os painéis abordaram experiências ligadas à sustentabilidade, ancestralidade e bioeconomia, além de processos de inserção no ecossistema de inovação e impactos da moda autoral amazonense. O estilista indígena Sioduhi falou sobre a presença da moda do Amazonas em espaços nacionais e sobre o fortalecimento das cadeias criativas que envolvem comunicação e trabalho artesanal.
O público acompanhou desfiles das coleções “Ahkó-Yakó: O Legado da Gente Estrela”, da Sioduhi Studio; “Cangalha”, da Sapopema Biojoias; e “Tramas do Imaginário Ancestral”, da Retalhos da Cultura. As peças apresentadas fizeram referência à ancestralidade indígena, memórias ribeirinhas e ao reaproveitamento de materiais usados no Festival de Parintins.
Representando a Sapopema Biojoias, Regina Ramos ressaltou a relevância do espaço para empreendedores do interior e para a visibilidade da produção das comunidades ribeirinhas. Ela afirmou que estar na Casa representa oportunidade para quem mora fora da capital.
Com a inauguração da Casa da economia criativa, o Ideal Clube passa a funcionar também como espaço de coworking, formação e articulação entre projetos culturais, instituições e empreendedores, ampliando ações voltadas ao fortalecimento da economia criativa no Amazonas.
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