RegiCare Assist resume notas de progresso e aponta problemas clínicos para gestores de atenção.
Regis Aged Care, um dos maiores provedores de cuidado de idosos na Australia, implementou em conjunto com a Microsoft um assistente de inteligência artificial para gestores de atenção clínica. En septiembre de 2025, a ferramenta foi lançada com apoio de Microsoft Copilot Studio e Microsoft Foundry e, segundo a empresa, está em uso por cerca de 150 funcionários diariamente, permitindo reduzir o tempo dedicado a documentação e aumentar o contato com os residentes.
1. Começar com um problema chave que os trabalhadores já sentem
Antes da implantação, responsáveis de atenção clínica chegavam a ler até 80 páginas de notas de progresso no início do dia para identificar quem precisava de intervenção urgente. Com o volume de texto pouco estruturado, a equipe identificou um caso de uso para a IA. Ao acionar o botão “preocupaciones clínicas inmediatas” no RegiCare Assist, a ferramenta analisa as notas e apresenta os problemas urgentes nos primeiros minutos, em vez de em horas.
Os profissionais de saúde foram envolvidos desde o início para garantir que a solução tornasse a rotina mais prática e permitisse dedicar mais tempo ao cuidado direto dos residentes. Conforme relatado por gestores, esse alinhamento inicial facilitou o engajamento da equipe.
2. Ser honestos sobre o que a IA PODE – e não PODE – fazer
A equipe reconheceu que a IA tem capacidade para processar grandes blocos de texto, identificar temas e sinais relevantes, e que seria possível alcançar um nível aceitável de precisão com ajustes. Ao mesmo tempo, houve preocupação com possíveis alucinações e viéses, e com a necessidade de detectar problemas em casas com entre 150 e 200 residentes.
De acordo com o diretor de informação, Imtiaz Bhayat, a instituição adotou um método baseado em pesquisa: comparar o modelo com avaliações clínicas de diferentes profissionais para mapear onde o modelo funciona e onde precisa ser melhorado. Esse processo de validação foi apresentado aos usuários para aumentar a confiança na solução.
3. Tornar a IA fácil de usar — e difícil de usar de forma errada
A interface do RegiCare Assist foi desenhada para reduzir erros de uso. A tela principal conta com nove ícones categorizados por problemas comuns, como tendências clínicas, agitação e sinais de dor ou infecção. Cada ícone corresponde a uma página com prompts prontos, o que evita perguntas abertas e orienta o usuário para respostas específicas.
A construção dos prompts seguiu um enfoque estruturado que considerou detalhes clínicos e limites de risco. Segundo os responsáveis pelo projeto, essas sutilezas na elaboração dos prompts ajudaram a garantir que informações relevantes sobre os residentes não fossem perdidas.
O resultado foi uma experiência de uso que, conforme relatos internos, gerou confiança entre os profissionais responsáveis pela atenção.
Leia mais sobre a implementação, metodologias e resultados iniciais no material divulgado pela Microsoft sobre o caso Regis Aged Care.
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