
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de limpeza urbana (Semulsp), realizou neste domingo, 1º/2, a primeira operação de transbordo do lixo retirado da orla da cidade em 2026. A ação ocorreu no Porto Trairi, na avenida Padre Agostinho Caballero Martin, bairro Santo Antônio, zona Oeste da capital.
O material transbordado para o aterro sanitário foi recolhido ao longo de todo o mês de janeiro, durante ações permanentes de limpeza na orla. A operação teve início às 6h e mobilizou uma ampla estrutura, com dezenas de máquinas, equipamentos, veículos e equipes de trabalhadores. Três balsas foram utilizadas na ação, evidenciando o grande volume de resíduos acumulados antes da destinação final.
De acordo com o secretário municipal de limpeza urbana, Sabá Reis, quase a totalidade do lixo recolhido na orla é resultado do descarte irregular em áreas urbanas, que acaba sendo arrastado pelas chuvas para os igarapés e, posteriormente, para o rio Negro. O volume recolhido revela a dimensão do desafio enfrentado diariamente pelas equipes de limpeza.
“Estimamos que serão retiradas mais de 400 toneladas de lixo, grande parte fruto do descarte incorreto, o que representa um problema sério e demonstra desrespeito com o meio ambiente e também com o dinheiro público”, afirmou o secretário.
A operação deste domingo é resultado de um trabalho contínuo realizado ao longo de janeiro, período em que equipes da Semulsp atuaram tanto em pontos já conhecidos pelo acúmulo de resíduos quanto na praia da Ponta Branca, no bairro Educandos — área que passa por processo de revitalização. As ações integram a manutenção urbana ao ordenamento dos espaços públicos para uso da população.
Coleta na zona rural
Além da área urbana, a Semulsp mantém coleta regular nas comunidades rurais e indígenas de Manaus, ao longo do rio Negro e de seus afluentes. Atualmente, o serviço atende 25 comunidades rurais e seis comunidades indígenas, por meio de balsas que percorrem os rios para recolher os resíduos e levá-los ao aterro municipal, evitando o descarte direto no meio ambiente.
Sabá Reis destacou que, apesar dos desafios, a situação não se agrava ainda mais graças ao trabalho contínuo da gestão municipal. “Esse resultado só é possível porque existe um empenho permanente da gestão municipal. O prefeito David Almeida e o vice-prefeito Renato Junior têm dado prioridade absoluta a esse trabalho, garantindo estrutura, equipes e condições para que a cidade seja cuidada todos os dias. É um esforço cotidiano, que exige dedicação e compromisso com a população e com o meio ambiente”, afirmou.
Papel das ecobarreiras
O descarte irregular de lixo provoca impactos como a proliferação de vetores de doenças, a poluição de rios e igarapés e prejuízos à saúde pública. Para reduzir esses efeitos, a Semulsp implantou ecobarreiras em pontos estratégicos dos igarapés, que impedem que parte dos resíduos chegue ao rio Negro e facilitam o recolhimento.
Em 2025, a Prefeitura de Manaus reforçou as ações de limpeza hídrica, retirando 3.495 toneladas de resíduos sólidos do rio Negro e de igarapés urbanos ao longo do ano. As 12 ecobarreiras instaladas retiveram cerca de 2,5 mil toneladas de lixo, com média superior a 300 toneladas por mês, antes que os resíduos alcançassem o rio.
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Texto – Dora Tupinambá / Semulsp
Fotos – Valdo Leão / Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjCJjq3
